Amesterdão em palavras e imagens – Parte II

23

Abr

Camila Bento

Amesterdão, Viagens

IMG_6012

IMG_6211Língua

A língua holandesa é, quanto a mim, extremamente difícil. Acho que não cheguei a aprender nada durante os dias em que lá estive. Contudo, não há qualquer motivo de preocupação: os holandeses fazem-se entender na perfeição, visto que falam inglês fluentemente!

Cartão I Amsterdam

Este cartão parece-me ser uma excelente opção para maiores de idade, ou seja, para quem já paga entrada em museus. Além de incluir uma série de museus, permite também andar em qualquer transporte público e oferece um passeio de barco pelos canais. Pode ser adquirido em lojas que vendem bilhetes para museus, como a Tours&Tickets, no aeroporto… Eu não comprei este cartão porque não me iria compensar, tanto por não pagar entrada nos museus, como por mal ter andando de transportes públicos.

Holanda – O país liberal

Sim, é verdade que neste país a prostituição é permitida, a cannabis foi liberalizada e a homossexualidade é muito bem aceite, mas depois de ter lido e ouvido opiniões tão absurdas, achei que seria um tema em que deveria tocar. Já me deparei com dois pólos de opiniões, aqueles que adoravam ir a este país porque pensam que lá tudo se pode fazer e aqueles que repudiam o país exatamente pela mesma razão. Aquilo que vi e vivi durante os dias que estive em Amesterdão, fizeram com que hoje tenha uma opinião formada acerca deste assunto. A ser sincera, não vi nada que nunca tenha visto em Portugal, simplesmente as coisas passam-se de forma diferente. É verdade que estranhamos ver pessoas a fumar em certos locais públicos, mas ninguém nos incomoda e nota-se que têm regras estabelecidas, o que faz com que não seja tudo “à balda”. Além disso, Amesterdão tem um ambiente muito bom no sentido em que não vi um único sem-abrigo e nenhuma pessoa me pediu dinheiro na rua. E era muito bom que cá também fosse assim a esse nível. Já para não falar que a cidade é muito, muito segura, com poucos conflitos e nunca me senti de algum modo “ameaçada”.

Zonas de interesse

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Praça Dam – Podemos chamar-lhe o centro de Amesterdão e é também uma zona com grande vivacidade. Nesta praça, está situado, por exemplo, o museu Madame Tussaud e o famoso de Bijenkorf, que não é, nada mais, nada menos, do que um grande centro comercial, onde se concentram principalmente marcas caras.

Leidseplein – É uma das zonas mais movimentadas de Amesterdão, sobretudo à noite. Leidseplein apresenta diversas lojas, cafés, restaurantes. Por lá encontramos Starbucks, The Bulldog  (além da coffe shop, tem uma parte de café onde há música ao vivo e karaoke), Mc Donalds, o Teatro Stadsschouwburg…

Red Light District – Das zonas mais emblemáticas e faladas de Amesterdão, não é verdade? Foi dos sítios a que chegámos com maior dificuldade, pois não encontramos o caminho à primeira. A nossa visita foi feita ao fim da tarde, o que perde grande parte da essência, mas deu para ter uma ideia do que é a Red Light e é realmente algo que “só visto”. Não fomos à noite, pois não nos sentíamos seguros para fazê-lo, sobretudo porque esta zona ficava relativamente longe do hotel. Se quiserem visitar a Red Light à noite, existem visitas guiadas, cujos bilhetes também se podem comprar na Tours&Tickets.

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Museumplein – É aqui que se reunem alguns dos mais famosos museus da cidade, como o Museu Van Gogh, o Rijksmuseum e o Museu Stendelijk. A meu ver, é uma zona muito relaxante, visto que nos podemos deitar na relva, aproveitar uma tarde de bom tempo e, claro, até lanchar por ali!

Compras

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Antes de mais, é importante pensarmos que o nível de vida dos holandeses está bem acima do nosso, de maneira que não é uma cidade onde possamos fazer grandes achados e grandes compras, visto que se compararmos peças de roupa com a mesma qualidade, lá serão substancialmente mais caras do que em Portugal. Ainda assim, as visitas a certas lojas valem bem a pena! No meu top estão a loja da Mini, a da Apple, a Urban Outfitters, a da Palladium, entre tantas outras. H&M deve ser mesmo a loja que mais se vê por lá.

Assim, as ruas mais badaladas no que toca a compras são as seguintes: Kalverstraat, uma rua exclusivamente para peões, o que é excelente; Bijenkorf, da qual já falei acima; Leidsestraat, como o nome indica é uma rua que vai desde Koningsplein e vai até a Leidsplein, sendo bem mais confusa do que Kalverstraat porque tem inclui peões, automóveis, elétrico, bicicletas;PC Hooftstraat, é aqui que estão as lojas de luxo.

 

Caso já tenham visitado Amesterdão, o vosso feedback será muito bem vindo! Smile E, claro, estarei aqui para responder a qualquer dúvida que tenham!

P.S – Respondi aos comentários do primeiro post, vejam aqui!

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Adorei o post! Fiquei com imensa vontade de visitar Amesterdão Smile

The Perfect Blush

Posso dizer que fui à Red Light District à noite por iniciativa dos meus professores e do organizador da viagem. Confesso que não fosse acompanhada por eles, talvez também não me sentisse muito à vontade… Mas sem dúvida que foi uma grande experiência de enriquecimento pessoal. Só tive pena de nos dias em que lá estive não explorar muito a zona comercial em redor da Praça Dam. Bom post, Camila! Smile

Beijinhos,
Joana Freitas

Ana Rita diz:

Também adorei Amesterdão. Visitaste a casa de Anne Frank? É arrepiante!

Bjs*

http://colorscanspeak.blogspot.pt/

Carolina diz:

Olá Camila, gosto bastante dos post acerca da tua viajem. Confesso que Amesterdão não era uma cidade que eu gostaria de visitar mas depois de ler e ver as fotos(que estão incríveis!)deu-me vontade de lá ir.

Krystel diz:

Olá,
Vim de Amesterdão há menos de duas semanas e o meu coração ficou lá. A última vez em que me apaixonei por uma cidade ao ponto de ter ficado com a lágrima ao canto do olho por sair foi Toronto, e Amesterdão conseguiu passar à frente de cidades como Austin ou Barcelona.
Amei Amesterdão. Adorei o sentimento de liberdade, de qualidade de vida, de qualidade do ar (vivo em Paris onde há muitos problemas com a qualidade do ar!), adorei as pessoas, adorei tudo. Como a Teresa Paiva disse, ” o que senti foi que só é possível eles terem aquela liberdade porque as regras e os limites estão estabelecidos por eles próprios, não precisam que lhes sejam impostos”. Adorei isso. Adorei. Fumo e senti que não era julgada, que pais e filhos passavam por nós quando estávamos sentados numa coffee shop (que não são fechadas e escuras e escondidas!) e não se afastavam com medo ou preconceito.
Adorei a cidade, a luz durante a noite e a luz do dia que ilumina a cidade como se fosse uma mulher a despertar.
Escrevi um post, muito curto e pessoal sobre a minha viagem: http://krysteleal.com/blog/?p=299

Beijinho!

Teresa Paiva diz:

Depois de visitar Amsterdão o que senti foi que só é possível eles terem aquela liberdade porque as regras e os limites estão estabelecidos por eles próprios, não precisam que lhes sejam impostos. É um bocado como dar a liberdade a um filho, se se souber que ele sabe os limites, não precisam de ser impostos pelos pais Smile Também me senti muito segura, penso que se conseguiu um equilíbrio ótimo naquela cidade, seria fantástico consegui-lo em Portugal, mas são povos um pouco diferentes..
Não visitaste o museu de Anne Frank ? Foi o meu preferido, talvez pela história que está por traz no museu!
Beijinho

Camila diz:

Olá Ana G,

Acho que não me fiz compreender como queria. Amesterdão é realmente uma cidade muito segura e eu senti isso. Contudo, a Red Light District é uma zona diferente e até existem visitas em grupo para as pessoas que não se sentem seguras em ir sozinhas para lá. Talvez se o nosso hotel fosse mais perto, tudo bem, mas assim achámos que seria preferível fazer como fizemos. Smile

Ana G. diz:

Quando lá estive, fiquei num hostel no Red Light District e confesso que não me senti minimamente insegura. É curioso que se tenham sentido assim, porque a cidade pareceu-me bastante segura até.