A arte do Positivismo

24

Fev

Daniela Monteiro

saúde

Aqui vem um post diretamente do “life coach” foleiro em mim. Prometo não abusar da conversa motivadora ao ponto de ser desagradável, mas sinto que devia partilhar algumas considerações sobre este assunto com os leitores que nos acompanham e por quem tenho tanto carinho! Hoje falo, então, sobre o positivismo e algumas atitudes que ajudam qualquer um a praticá-lo.

Embora não me agrade imensamente dizê-lo, a simplicidade é fundamental. Por um lado, quanto mais conseguimos ver e perceber, mais feio se torna o mundo, tornando-se mais fácil detetar defeitos. Será a solução tornarmo-nos num Caeiro, de forma a sermos felizes e levianos? Certamente a resposta não passará por aí, mas o meu conselho é aprender a descartar os problemas que não nos dizem respeito, e escolher as nossas batalhas com inteligência.

Todas as moedas têm dois lados, e cabe-nos a nós escolher o que mais nos convém. Perante uma situação de desafio, serve-nos melhor espalhar queixas e adiar, ou enfrentar e sair com experiência e, quiçá, uma vitória? É uma escolha tão fácil de fazer, mas muitas vezes o hábito prevalece (pessoalmente, penso que é mal comum dos portugueses os queixumes e procrastinação). Há uns tempos atrás tomei a responsabilidade de escolher sempre a atitude que mais contribui para a minha felicidade em qualquer situação, e surpreendi-me a mim mesma com o impacto que isso teve no que consigo alcançar e nas oportunidades que aproveitei, deixando-me a olhar para o passado e pensar, “quem diria?”.

Com ou sem karma, há que reconhecer que existe um mecanismo de recompensa no que toca ao positivismo. A verdade é que as pessoas querem ser positivas e felizes, por mais intrigantes que sejam as personalidades. É por isso que alguém com uma atitude leve e proativa quanto a tudo o que se atravessa no seu caminho atrai os outros como íman, e ainda bem! Mas melhor do que conviver com alguém assim, é aprendermos com a pessoa, e sermos nós mais leves.

Ninguém vos julgará (eu pelo menos não, certamente) por serem muito críticos. Pessoalmente, nunca o fui, pois criticar negativamente outra coisa ou pessoa sem que haja um forte propósito para isso faz-me sempre sentir fútil e/ou igualmente reprovável. Não me interpretem mal, queixo e critico como qualquer mortal, mas é verdade que o evito ao máximo, e é mais frequente fazer alguém que critica ver o tal outro lado da moeda, e perceber que talvez esteja a ser maldoso sem intenção. A maioria das situações adversas que nos tornam taciturnos ou agressivos têm uma razão de ser, e se fizermos um esforço para a compreender, torna-se muito mais fácil manter a boa disposição apesar das dificuldades.

Acima de tudo, deixo-vos com a ideia de que a vida é aquilo que nós vemos. Ser feliz não é um objetivo mas sim uma tarefa que acontece no presente, todos os dias, e não dependendo daquilo que nos acontece inevitavelmente, é mais influenciada pela forma como o encaramos. É provável que haja alguém a ler este post sem emprego, com uma relação precária ou um grave problema de saúde, e pense, “é fácil falar”. E eu não discordo, pelo contrário. Apenas digo que, enquanto cá estamos (e não é assim tanto tempo), há que viver. Não para os outros verem, não para ver os outros, mas por nós – felizes.

A inspiração de início de semana está dada, e por aqui sinto-me mais realizada. Não, o blog não vai tornar-se um lifestyle ranhoso; é uma vez sem exemplo haha! Mas espero que ajude alguém Smile

Beijinhos, dani

imagens: tumblr.com

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Marta diz:

Adorei o post, acho que todas queremos ser positivas acerca do que nós rodeia, embora ás vezes seja um pouco complicado.

http://mourissima.blogspot.com