Batota inteligente na dieta

17

Fev

Daniela Monteiro

alimentação, dieta, saúde

Estou a desenvolver um padrão de dar títulos ardilosos no que toca a posts sobre alimentação, já repararam? Hoje não vou falar sobre fazer batota à dieta, mas sim o porquê de esse hábito ser mau, daí o título ser pensado para atrair quem pensa dessa forma – vamos ver se mudamos isso Wink

A ideia de “fazer batota” na dieta peca imediatamente por dar uma conotação tentadora, de fazer o proibido e escapar impune. Antes de mais, é a minha opinião pessoal que uma dieta super específica não funciona a sério durante muito mais do que uma semana, e portanto nem sequer falamos dessas aqui. No entanto, se estiverem a tentar manter um estilo de vida mais saudável (ano novo ainda fornece motivação?) e tratar melhor o vosso corpo, há que aprender a lidar com as tentações sem deitar por terra todo o esforço injetado na criação de novos hábitos.

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Assim sendo, em vez de adotarem uma dieta ridiculamente exigente, de alta manutenção e com alimentos completamente diferentes daqueles a que estão acostumados, optem por fazer um plano basal (número de refeições, horários), e a partir daí procurar adaptar ao máximo os vossos hábitos atuais. É claro que um nutricionista/dietista pode ser uma grande mais valia neste ponto, mas a informação encontra-se suficientemente acessível para conseguir fazê-lo, a menos que haja problemas de saúde associados (hipertensão, diabetes, etc).

A introdução de alimentos mais nutritivos e refeições com menos açúcar e mais proteína e fibra deve ser feita de forma gradual. Dessa forma, evitamos um choque (mais psicológico do que físico) ao sentir uma enorme discrepância, que nos dá a vontade de desistir ou fazer só uma batota quando ninguém está a olhar (que é só desta vez). Ficam umas sugestões, muito sucintamente: quinoa (saladas, acompanhamento), sementes de chia (batidos de fruta) e frutos secos (no iogurte).

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Outra forma de evitar a batota é premeditar. Se já sabemos que a semana será muito preenchida, vale preparar refeições previamente e guardar (congelar, se necessário) para depois. Gostamos de dizer que aquele episódio de fritos era inevitável pois não havia tempo para mais nada, mas sabemos que isso podia ser evitado. Se não gostarem de congelar refeições, substituam os salgados e carne vermelha que acompanham o óleo vegetal por uma posta de salmão grelhado, um salteado de legumes (existem misturas em embalagem prontíssimas a usar), um ovo cozido em pão integral tostado… Sempre com muitas especiarias bem empregues à mistura. Tudo refeições que estão igualmente prontas ao consumo em dez minutos!

Se queremos evitar comer algo, a regra mais básica e ignorada é não trazer para casa. No supermercado, verifiquem o carrinho antes de tomar o lugar na fila da caixa e retirem aquelas bolachas que até caem bem à noite, substituam o bife de vaca por peito de frango, levem azeite virgem em vez de margarina… Enfim, uma última revisão!

Por fim, um pequeno lembrete: as gorduras trans, o sal etc. podem fazer mal, mas mais importante do que não comer mal é comer bem. Uma coisa nem anula, nem assegura a outra! Quanto mais proibimos algo, mais tentador se torna.

Preferem fazer uma dieta rigorosa com “batotas”, ou manter uma alimentação saudável sem restrições específicas? Smile Beijinho, dani

imagens: tumblr.com

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