Arrumar, escolher e doar

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Jan

Daniela Monteiro

compras, roupa

Desde de pequena a minha mãe ensinou-me a guardar roupa e alguns outros artigos, mesmo que não use. No entanto, percebi que para mim é péssimo guardar roupa que não uso nem preciso. Acredito que a síndrome “não tenho nada para vestir” resulta da soma de compras inconscientes e acumulação de roupa que não usamos. Eis a minha técnica para evitar que isso aconteça!

  • Se está em mau estado, não vou usar. Aconteceu-me com uma camisa branca, a minha favorita. Já a tinha há cinco anos e, não tendo a melhor qualidade, o tecido estava mais do que gasto pelas lavagens. Não podemos manter essas peças por não termos possibilidades de as substituir imediatamente – se as tivermos no armário, aí é que nunca vamos comprar outra! Tem de sair.
  • Se não vejo, não vou usar. Tão importante como o que temos é que esteja tudo à vista. Quantas vezes não vos aconteceu “perder” uma peça de roupa? Para isso, vale investir em cestos e “prateleiras” como estes, além de cabide adequadas para as diferentes peças: cachecóis e lenços, calças e blusas não se guardam da mesma forma.

 

  • Se não uso há dois anos ou mais, não vou usar. Ok, não usamos aquela peça durante o inverno do ano passado, acontece; talvez estivesse escondida no fundo da gaveta. Mas se também não usamos no ano anterior, e nos outros antes, não é uma questão de distração, é porque já não gostamos. Os gostos e o nosso corpo mudam, e devemos aceitar isso. Têm de sair para que possamos adquirir roupa útil, que nos faça sentir confortáveis e confiantes.
  • Se não gosto e não uso, também não vou usar em casa. É raríssimo fazer “downgrade” de roupa, isto porque é muito mais difícil sentir-me no meu melhor e super produtiva quando estou a usar roupa que não gosto. Prefiro comprar um fato de treino (e um chega perfeitamente), ou vestir leggings e uma camisola, do que usar roupa que não me faz sentir bem. Escusado será dizer que pijama, só à noite e na cama!
  • Se está num estado aceitável, vou doar. É ÓBVIO que não se deita fora roupa em bom estado, independentemente de ser bonita. Muitas pessoas não têm sequer roupa para se agasalhar nesta época fria que se aproxima, quanto mais dar-se ao luxo de escolher o que vestir. Antes sequer de pensar em dar a uma amiga ou mesmo deitar ao lixo, doem sempre a roupa e calçado (e brinquedos e livros!) que já não usam a quem mais precisa.

 

Espero que este post vos ajude, e que o ponham em prática antes de visitar os saldos, para que façam compras acertadas! Para além de umas dicas sobre enfrentar o guarda roupa, espero que este post vos incentive a doar. Não deixem a vossa roupa sem uso numa caixa, quando podia ser tão útil a outras pessoas!

Beijinho, dani

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Faço isso tudo pelo menos 2 vezes por ano e a verdade é que nos permite poupar imenso. Seja espaço, seja dinheiro, seja preocupações com o que usar. Termos apenas o essencial é o fundamental para uma imagem mais clean e que seja um real reflexo da nossa personalidade.
Beijinho

Cris

Wendy diz:

“Se não uso há dois anos ou mais, não vou usar.”  – Muito maus conselho! Há determinadas peças que são de guardar sempre. É por guardar algumas dessas peças que, quando voltam a estar na moda, fico com modelos que depois toda a gente me pergunta onde comprei. Ainda este ano aconteceu-me com um casaco de carneira e com um casaco vermelho estilo militar.

Catarina diz:

Também tenho peças herdadas das minhas avós e da minha mãe que agradeço imenso por não se terem livrado delas. Passaram a ser modelos “exclusivos”, muito bem conservados e ainda atuais.

joana diz:

Exacto e isso aconteceu-me com algumas roupas dos anos 70, que a minha mãe tinha guardadas e este ano voltaram-se a usar (túnicas em renda/croché/t-shirts com bordados, vestidos, etc…)

Excelente post! Eu sofro do síndrome do “ai isto afinal até fica bem, depois uso!” e à conta disso tenho o guarda-roupa a abarrotar com peças que não uso mas que tenho dificuldade em deitar fora. Ando há dias a convencer-me de que tenho que fazer uma limpeza a sério – digo isto tantas vezes e depois acabo por deixar a roupa quase toda no sítio…

E deixa-me celebrar por não estar sozinha no “pijama é para dormir!”! Aleluia, que isso de usar pijama o dia todo faz-me uma impressão ahah!

Jiji

Belas dicas.
Confesso que me custa um pouco livrar de coisas mas também já dei muita roupa em bom estado que já não usava há muito tempo.
Agora que li este artigo e estamos no início do ano, talvez seja uma boa altura para fazer outra limpeza ao roupeiro. Ainda por cima tenho uma casa pequena, sem hipótese nenhuma de acumular coisas desnecessárias.