Não há dieta sem…

13

Mai

Daniela Monteiro

alimentação, saúde

Não defendo as “dietas de verão”, por serem no geral focadas no nosso aspeto, em vez da saúde e bem estar. Para mim, a alimentação é acima de tudo é o cuidado do meu corpo, que me é devolvido na forma de energia e auto-estima. Na véspera da época balnear chega sempre a vontade de ter um maior cuidado e, para quem está a começar uma dieta (equilibrada!) e pretende ter sucesso, ficam algumas dicas transversais a qualquer dieta que, se cumpridas, tornarão o processo menos atribulado!

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Treinar a visualização de porções. A partir do momento em que compreendemos e nos habituamos a avaliar a proporção de nutrientes que temos à nossa frente, grande parte da tensão de manter uma dieta é aliviada. Isto porque não é, de facto, necessário inspecionar as informações nutricionais a cada segundo! Tal pode tornar-se fastidioso e levar-nos a desistir demasiado cedo, por sentirmos que não somos capazes de controlar constantemente cada grama. Aliás, a menos que consultem um nutricionista, não devem estipular arbitrariamente valor nutricionais da vossa dieta, pois esses dependem sempre de vários fatores como a idade, sexo, atividade física, historial médico etc. Optem por manter os pratos pintados de todas as cores de vegetais e fruta, com quantidades equilibradas de proteína, açúcares e gorduras. É um hábito se torna rapidamente natural, e irá poupar-vos muito stress de sentir a obrigação de ler e apontar cada caloria!

Pré-preparação. Se a vossa estratégia é planear as refeições para cada semana, de forma a evitar recorrer aos take-away e fast-food: ótimo começo! No entanto, podem dar ainda mais um passo à frente ao preparar as vossas refeições para cada semana. Coisas tão simples como organizar os ingredientes para cada refeição todos juntos, quando possível temperados/descascados, congelar a sopa, deixar à noite tudo pronto para o dia seguinte, são pormenores que permitem poupar imenso tempo na hora de cozinhar. Sejamos honestos, nem sempre há tanto tempo como gostaríamos para dedicar à cozinha durante a semana, certo?

Pesquisa de restaurantes. E quando não comemos em casa? Já lá vão os tempos em que havia dificuldade em encontrar opções saudáveis na restauração! Por vezes temos de andar mais 10 minutos para lá chegar, e investir mais uma moeda, mas se nos dedicarmos a essa pesquisa iremos descobrir, invariavelmente, que essas opções existem, pelo que deve ser um dos primeiros passos a dar quando começamos uma dieta.

Acompanhamentos alternativos. Por cá, a cultura do acompanhamento está bem difundida. Se não servirem batata, arroz ou massa com a nossa escolha, seria de estranhar, certo? De facto, ao contrário do que se verifica em outras gastronomias, os nossos acompanhamentos tendem a ser ricos em hidratos de carbono, e as saladas (por exemplo) ainda são vistas no geral como um prato do qual não se espera muito sabor ou saciação. A estratégia mais facilmente implementada é diminuir essa quantidade de acompanhamento, recorrendo, por exemplo, ao tal hábitos da visualização de porções e proporções no prato. Primem pela quantidade de vegetais, fibra, proteína e boas gorduras! Não há razão, a priori, para cortar hidratos de carbono, nomeadamente na forma destes acompanhamentos mais típicos, da nossa alimentação, mas o que se verifica no prato português típico é que, de facto, a quantidade pode e deve ser reduzida. Podem sempre optar/alternar com outros “acompanhamentos”, como a quinoa e leguminosas!

Deixo por fim alguns livros de receitas e “superfoods”, para estimular a mudança! Basta clicar sobre os mesmos para ver mais informações na Fnac. A quem está a começar novos hábitos; confiança! Beijinho, dani

imagem: happyhealthymama.com

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