3 mudanças na alimentação, a começar hoje

12

Jul

Daniela Monteiro

alimentação, saúde

O post de hoje vem tocar em alguns assuntos que, quanto a mim, merecem especial atenção da nossa parte, e para os quais nem todos estamos devidamente informados e/ou sensibilizados. A minha intenção, hoje, é chamar a atenção para alguns aspetos da alimentação que têm pouco a ver com a formosura ou super alimentos, e que merecem mais consideração!

Fibra

Ouvimos falar da fibra, que é boa e importante, mas é uma coisa desenxabida que acaba por não receber lugar constante no nosso prato. Muito errado! Além de dar sensação de saciedade (ajuda na manutenção de peso ou emagrecimento), a fibra baixa os níveis de colesterol (diminui risco de acidentes vasculares), os níveis de glicemia (ajuda a controlar diabetes) regula o trânsito intestinal (diminui inchaço e desconforto), aumenta o volume fecal (ajuda na obstipação) e está associada a uma ação anti-inflamatória e anti-tumoral. A ingestão de fibra (tanto solúvel como insolúvel) deve ser diária, em quantidades adequadas, a partir de alimentos como cereais integrais, sementes e vegetais.

Antioxidantes

Numa época em que o stress oxidativo é uma realidade geral, e a alimentação tende a ser rica em nutrientes que não ajudam como o colesterol, os antioxidantes ganham maior importância. De facto são vários os processos biológicos que contribuem para o stress no nosso organismo, de maneira que, além das nossas defesas antioxidantes naturais, alguns alimentos ricos em polifenóis como o chá verde, algas castanhas, mirtilos, vinho tinto, batata doce e tantos outros são uma mais-valia que não podemos deixar de aproveitar.

2015_homepage_berries

Adoçantes artificiais e gorduras trans

A palavra de ordem, na minha opinião, é erradicar. Minha, porque na comunidade científica ainda estão a ser realizados estudos acerca dos problemas de saúde associados aos adoçantes artificiais (aspartame, sacarina, sucralose etc.) e ainda não há consenso pelo que, quanto a mim, não vejo razão para preferir os produtos “0% açúcar”, quando posso simplesmente controlar o açúcar que ingiro. Quanto à diabetes, saibam que existem estudos indicando que pode ser mesmo agravada por alguns adoçantes. Já as gorduras trans foram (finalmente) erradicadas pela FDA nos EUA. Não existem estudos apreciáveis sobre os seus benefícios, mas o estudo dos seus efeitos nefastos está bastante esclarecido: aumento de colesterol LDL, diminuição de HDL e inflamação são os principais. Estes “nutrientes artificiais” existem em aperitivos/fritos, bolachas, alimentos com % de gordura ou açúcar reduzida, entre outros, e a forma mais fácil de identificar é mesmo olhar para a lista de ingredientes, até porque estes não são ingredientes encontrados em alimentos na natureza (exceto raras exceções de origem animal, em baixas quantidades).

Certa vez recebi uma ótima crítica de uma leitora, que referia a falta de informação científica nos posts de saúde aqui no blog. Apesar de fazer eu própria parte da área da saúde, prefiro não incluir demasiados detalhes numa publicação em que o principal objetivo é sensibilizar o leitor para práticas mais saudáveis, e não dar uma aula, concordam? Ainda assim, reconheço que hoje o post foi um pouco mais técnico do que o habitual – espero que a mensagem tenha passado sem demasiada complexidade e que, acima de tudo, motive o sentido crítico!

Beijinho, dani

imagens: www.calgiant.com

Deixe aqui o seu comentário!

Helena A. diz:

Gostei muito deste post. Está mais técnico que o habitual, mas não chega a ser chato de ler, muito pelo contrario. É importante deixar as coisas simples, para que todos os leitores percebam, não é verdade? Está tudo muito bem explicadinho! Smile

Ana Seco diz:

Gostei bastante, está muito claro e detalhado! São 3 coisas essenciais e que toda a gente devia incluir na alimentação sem dúvida alguma.

Beijinhos,

http://divertybyana.blogspot.pt/ Smile

Ana Almeida diz:

Acho muito bem que estimules as leitoras a adoptar estilos de vida mais saudáveis, mas acho que tudo o que é científico deve ter as respectivas referências, porque o que é verdade hoje, pode não o ser amanhã, principalmente nos dogmas que temos sobre alimentação.
Por exemplo: https://www.sciencedaily.com/releases/2011/05/110505142730.htm

Só estou a tentar fazer um crítica construtiva.

Continuação de bom trabalho Wink

Daniela Monteiro diz:

Olá Ana! Agradeço mas não concordo, o lugar das referências é num artigo de carácter científico, o que não é o caso. Não sou nutricionista e a informação que partilho vem da minha formação e conhecimento geral – não deve ser interpretada de forma pragmática, e a ausência de referências é aliás uma maneira de reforçar essa ideia Smile Beijinhos

Ana diz:

Adorei! São sem dúvidas 3 coisas muito importantes e que por si só já fazem a diferença na nossa alimentação. Em relação à informação não está demais Wink acho que é importante sabermos o porquê de devermos ou não comer/fazer algo. Beijinho*

http://www.littleoneoblog.wordpress.com