A ida para a universidade e a mudança de casa

4

Set

Camila Bento

decoração

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Sei que por esta altura muitas de vocês estão ansiosas com a ida para a universidade. Com ela, muitas vezes vem também a saída de casa dos pais, já que muitos estudantes acabam por sair da sua zona de residência para ir para as grandes cidades. Foi exatamente o que aconteceu comigo quando entrei na faculdade. No primeiro ano fiquei em casa da minha madrinha (e a tia), a qual achamos ser a opção ideal para a fase de adaptação. No ano passado encontrei uma casa em Picoas, zona de que gosto por ser super central. Acabei por sair de lá por ser uma casa que compartilhava com 5 raparigas (acaba por ser muito, mesmo quando as pessoas se dão bem), onde houve muito “entra e sai” ao longo dos meses e por não ter sala. Este pequeno resumo da minha experiência serve apenas para vos “situar” um bocadinho e para entenderem os conselhos que vos vou dar ao longo deste texto.

O que procurar numa casa:

Na minha opinião, a localização acaba por ser um dos fatores de maior relevância. Falando de Lisboa, que é a realidade que eu conheço, podemos até não estar a viver perto da nossa faculdade, mas o ideal é termos acesso a transportes porque de metro vamos para todo o lado num instante!

Claro que as condições da casa também são cruciais. Por exemplo, a minha casa no ano passado era um quarto andar sem elevador, mas isso acabava por ser compensado pelas condições da casa – era uma casa remodelada, com eletrodomésticos novos… Temos que pesar esse género de coisas! Se calhar, podemos viver sem elevador, mas não faz sentido vivermos numa casa sem máquina de lavar a roupa. Entendem o que quero dizer?

Vivi um ano sem sala de estar e percebi que é algo que faz muita falta numa casa! É normal que tenhamos momentos em que nos nos queiramos cingir ao nosso quarto e tenhamos vontade de conviver com os nossos colegas de casa. Nós reuniamo-nos bastante na cozinha, mas como esta não era muito grande, era uma grande lacuna da casa.

Quanto menos pessoas, melhor! Quando me mudei para a casa em Picoas, fui com uma amiga e isso acabou por ser uma boa ajuda. Ela depois mudou-se, mas não foi por isso que senti dificuldades em conviver com as minhas colegas de casa ou algo do género. No entanto, acaba por ser um pouco complicado gerir horas das refeições, dos banhos quando há muitas pessoas na mesma casa. Ainda assim, fui uma sortuda em partilhar casa de banho só com uma pessoa, imagino que seja pior em casas que só têm uma casa de banho!

Uma casa mobilada facilita-nos a vida! Encontrarmos uma casa mobilada é uma opção mais prática porque é menos uma preocupação que temos que ter (tanto quanto entramos, como quando saímos!).

 

“Máxima liberdade, máxima responsabilidade”:

É uma frase que faz todo o sentido neste contexto! Vemo-nos por nossa conta e temos mais liberdade do que tivemos até este momento e a isso acrescem uma série de responsabilidades. Temos que ter consciência de que os nossos pais estão a investir em nós, que nós esforçamo-nos para chegar até aqui e que não podemos deitar isso a perder! Por isso, saídas e convívio, claro, mas com juízo e medida!

“A minha liberdade termina quando começa a dos outros”:

Esta é outra máxima que temos que ter em conta! Viver com outras pessoas exige muito respeito e apesar de ter vivido com raparigas espetaculares com quem não quero perder o contacto, outras não foram tão fáceis de lidar. Há pequenos gestos que podem parecer inofensivos, mas que se tornam insuportáveis, sobretudo quando se tornam recorrentes, como por exemplo: deixar loiça por lavar; ter comida estragada no frigorífico, usar o fogão e não limpar…

O espaço onde vivemos deve fazer-nos sentir em casa:

Eu senti que me adaptei muito bem e gosto muito de viver em Lisboa, mas não vou mentir: vai sempre haver momentos em que sentimos falta da nossa casa, da nossa família e dos nossos amigos. Por isso mesmo, podemos e devemos tentar personalizar o quarto que arrendamos ao nosso gosto. Os detalhes fazem a diferença e eu faço algumas propostas na imagem abaixo (todas elas do IKEA)! Não é preciso gastar muito dinheiro ou, pelo menos, podemos conseguir o espaço ideal gradualmente.

quarto

Não é por vivermos sem os nossos pais que temos que nos alimentar mal:

Sempre ouvi histórias de pessoas que engordavam imenso quando iam para a universidade porque comiam terrivelmente mal. Durante um ano, além de ter vivido com raparigas que se esforçavam em ser saudáveis, também vivi com outras cuja alimentação era realmente desastrosa. Por favor, meninas, esforcem-se por não andar a comer douradinhos, pizzas e massas instantâneas constantemente. Vejam isto como uma oportunidade para terem uma alimentação cuidada, até mais do que aquela que tinham em casa!

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Gostei imenso das dicas ainda por cima a dias de ir viver pela primeira vez fora de casa! ❤